Nunca vou pedir que você seja uma pessoa otimista. Isso seria injusto com a sua dor. Mas posso te convidar, com delicadeza, a lembrar que a vida é maior do que o momento que você está vivendo agora.
Quando a morte acontece, tudo parece perder o sentido. O mundo fica pesado, confuso, desorganizado. É comum acreditar que essa sensação vai durar para sempre, como se a escuridão tivesse tomado conta de tudo. Mas, por mais difícil que seja acreditar nisso agora, a perda é uma parte da sua história — não a história inteira.
O que você está sentindo hoje não define o que você sentirá para sempre. Existe mais vida além desse instante. Existe mais de você além da dor. Você não precisa ter esperança neste momento; ninguém exige isso de você. Mas lembrar que o futuro é feito de possibilidades pode aliviar um pouco o peso que você carrega no peito.
Sua vida não acabou. O que acabou foi a vida como você a conhecia — e isso dói profundamente. É uma ruptura real, um antes e depois que ninguém escolhe viver. Mas você continua aqui, respirando, sentindo, tentando. E isso já é muito.
Então, permita-se chorar. Chore o quanto for necessário. Chore sem pressa, sem culpa, sem medo de estar “exagerando”. O choro é uma forma de o corpo liberar o que a alma não consegue carregar sozinha.
E, enquanto você atravessa esse processo, saiba que outras coisas — novas experiências, novos encontros, novos significados — continuam se movendo em sua direção, mesmo que você ainda não consiga vê-las.
Você não precisa se apressar. Não precisa ser forte o tempo todo. Não precisa enxergar luz onde ainda não há.
Só precisa continuar existindo, um dia de cada vez, sabendo que a vida, silenciosamente, segue abrindo caminhos para você.

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