Meu nome é Verena, sou Terapeuta Holística formada e credenciada pela ABRATH — Associação Brasileira de Terapia Holística — e também formada em Massoterapia pelo SENAC.
Minha trajetória profissional sempre foi guiada por uma busca constante: unir conhecimento, sensibilidade e um olhar atento à totalidade do ser, com uma conexão especial com o universo feminino. Ao longo dos anos, mergulhei em formações que ampliaram cada vez mais minha visão integrativa da saúde:
* Acupuntura Sistêmica, Acupuntura e Psicologia, Auriculoterapia, Crâniopuntura e Acupuntura e Sexualidade, com o professor Celso Iamamoto
* Medicina Chinesa Contemporânea, com o professor Marcos Minello
* Shiatsu, com o professor Thiago Nishida
* Mobilização Miofascial e Reabilitação e Tratamento de Lombalgia e Hérnia de Disco, com o professor Felipe Alavarce
* Formação em Ginecologia Natural, pela Escola Curandeiras de Si, ministrada pela professora Carolina Lana
Hoje sou também estudante de Psicanálise com o professor João Campos.
Mas foi um momento de muita dor que transformou completamente o sentido do meu caminho. Quando minha tia adoeceu de um câncer extremamente agressivo e progressivo, percebi que nenhuma das minhas formações anteriores havia me preparado para acolher toda a profundidade do sofrimento que ela — e nós, sua família — enfrentamos. Sempre acreditei que o desequilíbrio físico é reflexo de desarmonias que envolvem mente, emoções, energia e história de vida, e que o verdadeiro cuidado passa por acolher a pessoa em sua totalidade para que ela possa retornar ao seu estado de harmonia. E foi exatamente isso que senti que faltou para ela: para a equipe médica e de enfermagem, os cuidados paliativos pareciam se resumir apenas a medicar as dores físicas, sem espaço para acolher seus medos, angústias, frustrações, traumas e tudo o que ela carregava na alma. Essa falta de escuta e de cuidado humano me trouxe um sofrimento muito grande.
Foi então que busquei estudar Cuidados Paliativos e Luto com a Dra. Ana Claudia Quintana Arantes. Ali percebi o quanto havia um abismo entre o que se ensina sobre cuidar com amor, dignidade e presença, e o que vivenciei na prática com a minha tia e meus primos. Ao longo dos estudos, conheci inúmeras pessoas em fase terminal — e fui surpreendida: muitos deles, mesmo diante de doenças graves, viviam com propósito. Aqueles que receberam cuidados paliativos cedo estavam conscientes de si mesmos, enfrentavam os desafios do avanço da doença, aprendiam a acolher suas dores sem se deixar dominar pelo sofrimento, viviam em paz e falavam sobre a morte com uma naturalidade que tocou profundamente meu coração.
E foi assim que decidi me formar também como Doula da Morte, pela formação da professora Maria Helena Oliveira.
Hoje, meu trabalho se estende a pessoas que vivem com doenças crônicas, graves, progressivas ou que ameaçam a continuidade da vida. Uni toda a minha base holística à abordagem paliativa, carregando a lição mais dura e mais preciosa que aprendi: que é possível atravessar o caos de uma doença sem ser engolido por ele — diferente do que aconteceu com a minha família e comigo, que pela falta de orientação, cuidado e acolhimento, sofremos muito sem precisar.
Com todo esse aprendizado, criei também o projeto solidário Lar Paliativo, onde ofereço apoio a pessoas doentes e seus familiares.
Meu propósito é caminhar ao seu lado, olhando para você — para a sua essência, para a sua história, para os seus desejos — e não apenas para a doença. 🤍
Instagram: @douladofim.bauru
