terça-feira, 11 de agosto de 2026

Grupo de encontros sobre Cuidados Paliativos


🤍 Um espaço para acolher, compreender e caminhar juntos: Grupo de Encontros sobre Cuidados Paliativos 

Muitas vezes, quando uma doença grave, progressiva ou que ameaça a continuidade da vida chega, nos sentimos sozinhos em meio a tantas dúvidas, medos e sentimentos que parecem não caber em lugar nenhum. Falta quem escute sem julgar, falta quem compartilhe experiências sem compaixão de pena, falta espaço para falar da dor, mas também da vida, do amor e da dignidade que merecem ser vividos em cada passo dessa jornada.

Pensando nisso, convido você para participar de um grupo quinzenal de encontros sobre Cuidados Paliativos, destinado a pessoas que vivem com alguma enfermidade, seus familiares e cuidadores, profissionais da saúde que buscam um olhar mais humano e sensível para o cuidado, e também a todos que desejam se aprofundar nesse tema tão essencial sobre viver e morrer com dignidade.

 

✨ O que é esse grupo?

Não é um espaço de consultas ou tratamentos, mas um círculo de escuta, partilha e aprendizado mútuo. É um lugar seguro, acolhedor e livre de julgamentos, onde cada voz tem valor e cada sentimento é respeitado. Aqui, ninguém precisa fingir que está bem, ninguém precisa esconder o que sente.

 

✨ Qual o objetivo dos encontros?

Nosso propósito é trazer luz aos cuidados paliativos — mostrando que eles vão muito além do alívio de dores: é sobre cuidar da pessoa em sua totalidade, preservar sua identidade, autonomia e dignidade, fortalecer vínculos e encontrar sentido e paz mesmo diante dos maiores desafios da vida. A cada encontro, vamos conversar sobre temas como: o que realmente significa o cuidado paliativo; como lidar com o luto antecipatório; a importância da presença verdadeira; como acolher medos e incertezas; a espiritualidade em seu sentido mais amplo; e como viver com plenitude cada momento que nos é dado.

 

✨ Por que é importante conhecer os cuidados paliativos?

Porque ainda existem muitos equívocos sobre esse trabalho. Muitos pensam que ele significa “desistir”, quando na verdade ele significa cuidar ainda mais, com todo o carinho e atenção que a vida merece, até o último suspiro. Conhecer essa abordagem é ganhar ferramentas para viver com mais serenidade, fazer escolhas conscientes e fortalecer os laços que nos sustentam.

 

✨ Como esses encontros podem ajudar você?

Se você é paciente: vai encontrar conforto, compreensão e ver que não está sozinho. Se é familiar ou cuidador: vai aprender a acolher melhor, a cuidar de quem ama e também de si mesmo. Se é profissional: vai ampliar seu olhar para um cuidado mais humano e integrativo. Se tem interesse no tema: vai compreender melhor a vida, a morte e como podemos caminhar com mais amor e respeito por toda a jornada humana.

 

🗓️ Os encontros acontecerão quinzenalmente, através do Google Meet, em horário a ser combinado com os participantes.

Para participar ou saber mais detalhes, entre em contato comigo pelo WhatsApp: 14 9 9772 5600. Ao entrar em contato, você será incluído em um grupo onde receberá todas as informações e o link de acesso aos encontros.

 

Que possamos construir juntos um caminho de mais presença, mais acolhimento e mais amor — porque cada vida, cada história e cada sentimento merecem ser vistos, ouvidos e honrados.

 

Com carinho,

Verena — Doula do Fim e Terapeuta Paliativa

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A colher o Luto Antecipatório: Cuidar da Dor Que Chega Antes do Fim

 


O luto antecipatório é essa dor que começa a bater no peito muito antes da despedida final. É quando percebemos, pouco a pouco, que a presença de quem amamos está se tornando cada vez mais frágil — e com ela, vamos sentindo a falta de tudo o que ainda não acabou. Quanto mais a doença avança, mais a pessoa vai perdendo suas forças, sua autonomia, sua capacidade de fazer o que sempre fez com naturalidade: segurar uma xícara, caminhar sozinha, contar uma história com a mesma energia, tomar suas próprias decisões. Ela se despede, dia após dia, de cada habilidade, de cada movimento, de cada parte de si mesma que conhecia.

E essa dor não é de um só. Ela pertence a quem sente a vida se esvair, e também a quem assiste, com o coração apertado, cada perda chegando devagar. O paciente sabe que está deixando para trás todos que ama — e sente a falta deles antes mesmo de partir. Os familiares e amigos sentem a falta da pessoa que ela era, ainda enquanto ela está ao seu lado. E tudo isso pode se transformar em um sofrimento pesado, se não for acolhido com carinho.
Como acolher essa dor, antes que ela se torne insuportável?

✨ Permita sentir, sem pressa ou culpa
Não há "jeito certo" de viver esse momento. Chore se precisar, fale sobre o que dói, fale sobre o medo, sobre a saudade que já chegou. Não se cobre ser forte o tempo todo — sentir a perda antecipada é apenas prova de que amamos profundamente. Para quem está partindo: não tenha vergonha de dizer que dói, de admitir que sente falta de ser como era antes. Para quem está ao lado: não segure o choro para não assustar ninguém; compartilhar a dor é também compartilhar amor.

✨ Olhe para quem está partindo, para além da doença
Ao ver a pessoa mais debilitada, não deixe de reconhecer quem ela realmente é: a mesma pessoa que esteve presente em tantos momentos, que ensinou, que cuidou, que sorriu. Acolha a sua dor ao ver suas capacidades se irem, mas celebre tudo o que ela ainda é e tudo o que ela foi. Deixe que ela também se veja assim: não apenas como alguém que perdeu forças, mas como quem viveu com intensidade e deixou marcas lindas.

✨ Dê espaço às pequenas despedidas
Cada perda — de um movimento, de uma rotina, de uma forma de se vestir ou de viver — é uma despedida que merece ser sentida e respeitada. Conversem sobre isso: "sinto falta de te ver cozinhar", "sinto falta de caminharmos juntos". Ouça quando a pessoa disser que sente falta de si mesma. Essa escuta amorosa alivia o peso de carregar tudo sozinho.

✨ Preserve o vínculo, em qualquer forma que ele tomar
Mesmo que não possam mais fazer as mesmas coisas, o amor continua ali. Conversem sobre lembranças, deem as mãos, ouçam músicas que marcaram a vida de vocês, fiquem em silêncio juntos se assim preferirem. O amor não depende de força ou movimento: ele vive na presença, na escuta e no cuidado.

✨ Não carregue tudo sozinho
Quem cuida também precisa de cuidado. Quem sente a partida chegar também precisa de apoio. Essa dor compartilhada se torna mais leve. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza — é um jeito de cuidar de si mesmo para poder cuidar de quem ama.

O luto antecipatório não precisa ser um sofrimento silencioso. Quando acolhemos essa dor com amor, compreensão e presença, transformamos esse tempo em um momento de afeto, de gratidão e de última troca de carinho. Cada sentimento que surge é válido, e cada um de vocês merece ser ouvido e amado nesse caminho.

Grupo de encontros sobre Cuidados Paliativos

🤍 Um espaço para acolher, compreender e caminhar juntos: Grupo de Encontros sobre Cuidados Paliativos  Muitas vezes, quando uma doença grav...